Idioleto Digital

Pensamentos, Reflexões e Abstrações.

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A arte de escovar os dentes

Publicado por Thiago Bezerra em 4 novembro, 2006

Quantas vezes me pergunto sobre as coisas desse universo que o sustentam em suas diversas formas de vida e dimensões. Creio que cada passo que damos em nosso planeta, faz parte de um “looping de pensamento” desenvolvido por nós próprios humanos ou então faz parte de uma resposta automaticamente gerada por uma ou mais ações fomentadas. A arte que sustenta a Terra está expressa nos mais complexos e singelos detalhes ao nosso redor. Quando fecho a porta do banheiro, pego minha escova de dentes, e enquanto estou na designada tarefa, viajo no reflexo do espelho, não em mim, mas no todo. Podemos ir além e racionalizar esse acontecimento esboçando uma visão humanista, “capitalista”, enfim, real e condizente com o mundo em que vivemos: A escova de dentes limpa mais hoje com as suas cerdas ultra-modernas ou limpavam mais antigamente?. Sim, acredito que ela limpe mais hoje porque foi especialmente projetada, usando recursos de pesquisa, fazendo uso da tecnologia e etc. Mas…1 segundo… E o tempo que levamos para escovar os dentes? É o mesmo tempo que era-se usado antigamente? Será que passar aproximadamente 3-5 minutos escovando os dentes é suficiente para manter a nossa arcada dentária saudável? Tantas perguntas, e agora me perco em um “não”. Não, não acredito que ela limpe mais hoje, acho que antigamente apesar da tecnologia ser inferior, havia mais tempo para desempenhar tal tarefa, cada dente poderia ser minuciosamente tratado, e por isso seria possível também que naquela época as escovas de dentes limpassem mais.

Se antigamente com uma tecnologia inferior, também seríamos capazes de manter nossos dentes saudáveis, então por que hoje talvez isso não seja tão possível?

Boa Pergunta. Mais uma pergunta originada de tantas outras… Sem sentido? Talvez. Mas ainda assim posso tentar responder.

Acho que hoje somos sustentandos pelo mundo globalizado/capitalismo, 2 pontos centrais que regem os rumos da nossa civilização atualmente. Tais pontos foram gerados, desenvolvidos e tratados por nós mesmos humanos. O que seria o capitalismo senão uma versão moderna do próprio mercantilismo? Nos empenhamos em gerar uma ação com forças de pensamento que resultaram nas condições com as quais lidamos hoje. Se hoje temos menos tempo para escovar os dentes, significa que temos que desprender o tempo restante a favor do mundo globalizado/capitalismo. E se temos escovas de dentes modernas e cremes dentais tão eficientes, esses são justamente frutos (e assim por se dizer “alavancas”) da globalização e capitalismo que sustentam uma das nossas mais básicas atividades diárias: Escovar os dentes.

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Pastores, Ovelhas, Ratos… [Resposta]

Publicado por Thiago Bezerra em 1 setembro, 2006

Claro…Escuro ?… Não sei… Nos tempos atuais tudo é tão inconstante que não sei se essa linha tênue entre os dois extremos da dualidade pode não ser tangível…Dizemos que estamos saudáveis quando na verdade estamos doentes, e dizemos que estamos doentes quando na verdade esbanjamos saúde. Eu não quero matar a fome, quero comer…E a minha urgente necessidade se resume em acordar todo dia com a esperança de que me livrarei da péssima atmosfera que preenche quase todos os espaços deste planeta. Ainda não me convenci quanto ao fato de andar no escuro, impalpável, intangente. Mas também não quero escapar dele. Queria eu sim, poder acender uma luz ao lado da escuridão, e caminhar junto à ela, não por baixo, mas por cima! E com meu próprio desejo, deferir o ego. Que os bares, calçadas e elevadores sirvam como fonte de inspiração para todo e qualquer tipo de arte, seja a música, o teatro, a literatura, a conversa, o amor…Precisamos tentar parar de tentar explicar para o mundo o que são as coisas e procurar tentar entender o que o próprio mundo nos diz. Somos sim farinha do mesmo saco, parte da mesma massa, unidade. Ovelhas e pastores nunca entenderão nada enquanto ovelhas forem ovelhas, pastores forem pastores, e ratos forem ratos.

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O que são as pessoas?

Publicado por Thiago Bezerra em 3 agosto, 2006

Cada vez mais eu me pergunto quem somos nós e do que somos formados, quanto mais me pergunto, mais me respondo e menos descubro. Ontem encontrei um alguém no ônibus, e essa pessoa se lamentava porque o namorado havia dado um “pé na bunda”.
Triste, ela se questionava se errou no momento em que não delimitou o namoro como um relacionamento fechado. Enquanto ela insistia que o erro estava na falta de limites, me questionei por que quando as pessoas se amam, juram que será eterno e no fim tudo muda…O questionamento é universal, e eu não me julgo capaz o suficiente de saber a resposta certa (se é que ela existe). Mas pensando e divagando a respeito, cheguei a conclusão que as pessoas se juntam para procurar crescerem juntas…Ninguém gosta de ir a lugar algum, tudo é movimento, mesmo que independentemente de espaço e tempo, as coisas estão sempre percorrendo algum caminho. Quando duas pessoas se juntam e se amam, elas começam a percorrer um caminho juntas (tal situação inclusive se manifesta no plano físico, supondo que um casal geralmente faz muitas das atividades lado a lado), entretanto com o tempo, as pessoas mudam, e outras energias começam a fluir dentro delas, buscando uma nova necessidade de movimento (já que o fluxo fica interrompido na relação). É como se fosse um processo natural do ser humano, talvez até do próprio universo. As pessoas acabam mudando, tendo “objetivos” diferentes (essa é a palavra que nós humanos racionalizamos e acreditamos, mas na verdade essa definição de objetivo está de fato ligado à concepção de movimento…quando aceitamos que um objetivo é construído a partir do caminho que nos leva ao mesmo, então aceitamos que objetivo e movimento estão associados à mesma energia).
O meu real questionamento nisso tudo, é que as vezes as pessoas mudam tanto, a ponto de imaginarmos “Não acredito que tive algo com essa pessoa”. E é esse o ponto que assusta. Acordamos, Comemos, Saímos, Dormimos com pessoas que acreditamos ser as pessoas certas (com valores e princípios que nos conquistam). E no dia ou semana seguinte essas pessoas não são mais as mesmas…A minha hipótese a respeito, é a de que seria por sentimentos humanos negativos que transmutam a positividade/amor do antigo relacionamento. Uma forma do nosso ego se defender de algo que não lhe agrada…Eu não acho o ego um inimigo número 1 como muitas seitas e religiões pregam… Eu aceito o ego como sendo um referencial normal do ser humano, faz parte de todos nós. Eu acho que o segredo não está em dominar o ego, mas aprender a lidar com ele. (apesar de já ter usado o termo “deferir o ego” em um dos meus textos, quando na verdade quis fazer um contraste diante de um ponto de vista em um outro extremo). Acredito que ponderá-lo quando preciso é a melhor opção. Nessa questão relacionamentos versus ego, o importante mesmo é sempre pensar com a razão, separando as emoções da mente e depurando cada um individualmente, entendendo que mesmo que as pessoas mudem, suas essências continuam sempre as mesmas.

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O Mundo

Publicado por Thiago Bezerra em 1 agosto, 2006

“Hoje em dia nos deparamos com indivíduos que se comportam como autômatos, que não conhecem ou compreendem a si mesmos, e a única pessoa que conhecem é a que pensam ser, alguém cuja conversa vazia substituiu a comunicação real, alguém em quem o sorriso sintético tomou o lugar do riso genuíno e a sensação de desespero total ocupou o vazio deixado pela dor autêntica. Duas coisas podem ser ditas de tais indivíduos. A primeira é que sofrem de defeitos aparentemente incuráveis, como a falta de espontaneidade e personalidade. Ao mesmo tempo, podemos dizer que eles não diferem de milhões de pessoas que, como nós, caminham pela face da Terra.” Erich Fromm.

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A Épica Revolucionária Cubana

Publicado por Thiago Bezerra em 1 agosto, 2006

Às vésperas do aniversário do polêmico líder cubano Fidel Castro, que completa 80 anos de idade no dia 13 de agosto, São Paulo recebe mostra com seleção inédita de imagens dos primeiros anos da Revolução, de 1959 a 1969.
Data: de 14/07/2006 a 18/08/2006 – Seg a sex, 9h às 21h; Sáb, 9h às 16h.    Preço: Grátis   Local: Senac Lapa Scipião

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Idioleto Digital

Publicado por Thiago Bezerra em 23 maio, 2006

Bem-Vindo ao "Idioleto Digital"!

Em breve aqui um espaço com Pensamentos, Reflexões e Abstrações sobre a vida cotidiana. 

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